Blue!

['Tis the life of waters - Ocean]

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Manel, Porto, Dezembro de 2006.

Por vezes até vivemos. Mas quando isso acontece costumamos estar maravilhosamente distraídos.

Autor da foto: JoaoLuc

J

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J – nome fictício – fotografado em Fevereiro de 2006.
O atraso na publicação é da exclusiva responsabilidade do fotógrafo.

Vou pensando alto, sem colocar pontos de interrogação.

É possível em Portugal ter um blogue de referência durante anos a fio, onde se discute de forma consequente e divertida toda a actualidade social, internacional, histórica e política. É possível fazer tudo isso sem qualquer pretensão de notoriedade pública ou de promoção própria. É possível que quem veja esta imagem não faça a mínima ideia de quem se trata, em que cidade habita, o que faz e o que estudou. Mas é até possível adivinhar quem é ele. Para tal, talvez tivessem que o conhecer de outras andanças. Se for o caso, disfrutem também disso no anonimato.

E as fadas...

[também se enganam no caminho?]

Eternadescontente
Eterna Descontente, Porto, Maio de 2006.

«Depois de um serão desmotivante a tentar motivar formandos distraídos em conversas no MSN, entro em casa cansada, com vontade de me atirar para cima da cama e desligar-me do mundo, entrar naquele que é só meu − o da imaginação − em que só eu toco, e que manipulo a meu belo prazer.»

Autor da foto: JoaoLuc

Errância

[Uma grande caminhada começa com um pequeno passo]

Lidia2


Há uma ambivalência que se esconde no meio. Algo que mistura ódio, paixão, obsessão, indiferença, desejo, repugnância, taciturnidade e vontade de conversar. Os blogues são uma raça maldita, mas por vezes é possível - sim - encontrar gente que se expõe, diz o que pensa, sem grandes peneiras e sem precisar de se esconder atrás de citações grandiloquentes. Errância, num domingo de manhã. Offline mas solarengo.

Autor da foto: JoaoLuc

Dias Felizes

[de Cristina & Rui Manuel Amaral]

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«Ontem, enquanto descascava as ervilhas e as batatas novas para o jantar, lembrei-me do segundo tema para as minhas teses irrevelantes sobre cinema*. Nada mais nada menos do que: "A Influência das Batatas no Cinema Francês". Não estou a brincar, o tema é arrojado mas dá para mais de quinhentas páginas de análise profunda. Cem para "Os Respigadores e a Respigadora" de Agnès Varda, cem para "Les Enfants" de Marguerite Duras, cem para "L'Argent" de Robert Bresson (três filmes que muito estimo) e ainda uma introdução para explicar que as batatas vieram da América (estão as ver as possibilidades ideológicas?), entre outros considerandos científicos e poéticos. Tudo isto porque não me sai da cabeça a cena do último filme de Bresson em que a senhora de cabelos grisalhos vai ao quintal, pega numa pá, abre uns buracos na terra e retira algumas batatas para o avental. Não há diálogos nem música, só as imagens e os sons reais (neste filme o som é, digamos, "hiperreal", sempre mais intenso do que na realidade) e no entanto creio que está por aí a chave do filme.
Talvez substitua a palavra batata, demasiado vulgar, por tubérculo que é bastante feia mas garante (ou pelo menos assim parece) mais seriedade ao trabalho.
Cheguei ao fim da tarefa com as mãos um bocado esfaceladas, por causa da pele, tão fina e tão difícil de raspar, das batatas novas.»

Autor da foto: JoaoLuc

Aspirina B

Não mata mas alivia

Joaopedro

João Pedro da Costa explicou-me uma coisa elementar: «(...) isto é tudo HTML. O mais importante é que o pessoal seja boa onda.»
As coisas mais elementares, são muitas vezes as mais dificeis de compreender.

Autor da foto: JoaoLuc

aeminiumqueer

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| Paulo Jorge Vieira | Novembro de 2005 |

«O queer é um taxi sem rumo fixo nem taxista. Que abandona as auto-estradas dos géneros e das identidades estáveis para transitar por desconhecidas vias de prazeres, afectos ou desejos. Que não liga aos sinais e que se ri das autoridades de trânsito. Que circula por Campanhã e não pela Foz. Que estaciona no Passeio das Virtudes e não nos Clérigos. Que inventa caminhos nunca antes transitados.

O que é o "cuir"? Ainda o perguntas?
Queer és tu, um taxi ingovernável. Ghuapo!»

Descorunhado e aportuado por mim, de um texto original publicado em:
http://galiza.indymedia.org/gz/2005/08/4379.shtml

Dia Zero

A ideia de fotografar pessoas que escrevem em blogues, é como brilhantemente o caracterizou uma amiga minha, o umbigo do umbigo. Por aqui poderá aparecer um pouco de tudo. Umbigos, orelhas, cotovelos, lábios, cabelos, unhas, joanetes e com sorte corpos inteiramente nus. Para começar, e para aguçar o apetite, haverá alguns retratos.

Este projecto, sendo feito por quem é, será reflexo deste prazer que todos temos em fotografar. E fotografar sempre foi uma excelente desculpa para encontrar pessoas e passar bons momentos. Anda tudo de mão dada.

Calhou-me a mim a "sorte" de iniciar este projecto, neste dia zero. Escolhi um escritor que aprecio bastante e a quem atribuo parte da culpa por me ter feito aprender a gostar da minha cidade.

Leidis énde gêntleménes, Manuel Jorge Marmelo, os seus livros, ele próprio e a máquina onde os escreve colocada por cima daqueles que já escreveu... Tudo em sua casa.

Manuel Jorge Marmelo

autor da foto: JoaoLuc

junho 2007

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últimos retratos

as casas dos autores que fazem retratos

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