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Último dia | Exposição colectiva "Escolher um Sentido"

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"E tudo o fogo levou" instalação de nelson d'aires inserida na exposição colectiva "Escolher um  sentido" - Projecto organizado pelo Espaço t.
© 2006, nelson d’aires

(clique na fotografia para ver com maior resolução)

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"Igualdade na diferença" | Exposição

Convite

"No âmbito do projecto "+ Mulher", o Espaço t convida-a(o) a assistir à inauguração da exposição "Igualdade na Diferença", a realizar às 17:00h do dia 1 de Julho de 2006, na Estação de Metro da trindade - Porto.
Esta exposição é composta por fotografias de grande formato e por trabalhos produzidos em telas, que foram criadas ao longo deste projecto. Ainda no decorrer desta exposição, será lançado no dia 27 de Julho de 2006, pelas 17:00h o livro "Igualdade na Diferença", onde serão apresentadas as conclusões deste projecto."

A convite, participo nesta exposição com as duas fotografias abaixo expostas. Aos amigos e aos visitantes anónimos, faço deste também o meu convite para aparecerem.

© nelson d'aires

© nelson d'aires
© Junho 2006, nelson d’aires
(clique nas fotografias para ver com mais resolução)

 

O conceito das duas fotografias baseia-se no direito pela alteração do código civil para permitir o casamento ou união entre pessoas do mesmo sexo. Como sociedade não podemos fechar os olhos à descriminação que mulheres e homens homossexuais sofrem nas suas vidas particulares, desde o trabalho ao mais pequeno acto de lazer. Para mim todo o Estado soberano tem o dever de cuidar dos seus e de abolir qualquer género de descriminação. Se um Estado não cumpre, quem cumprirá?

e agora perguntam-me vocês: o que tem isto a ver com o projecto “+ Mulher”?
Para mim tem tudo. É um dos muitos inícios necessários para uma igualdade que transcende a diferença de sexos e os "direitos socialmente abençoados".

Niagara by Alec Soth

“we stand there, we can understand why people want to jump in. it's a yearning it's been described as you know thru hunting and calling people in the same way passion calls us.”

Estamos ali em pé, compreendemos porque é que alguém pode querer saltar. É um chamamento incontrolável, já foi descrito como, sabes, uma espécie de caçada ou apelo, como a paixão a chamar por nós.

Alec Soth

Niagara - Alec Soth
Niagara
by Alec Soth
magnuminmotion.com

Ando ainda às voltas do amor. Embora não saiba como, preciso compensar o meu Eu interior com o exterior. Como já escrevi, não sei ainda como. Sei apenas que a fotografia é uma ferramenta poderosa e que neste caso estou a utilizar como uma espécie de catarse para um melhor entendimento emocional.
Para além de tentar traduzir tudo isto com as minhas fotografias, procuro também trabalhos de outros autores. Niagara de Alec Soth que neste weblog vos apresento é um desses trabalhos.

Niagara - Alec Soth
Niagara
by Alec Soth
magnuminmotion.com

Alec South fez (para mim) um bom trabalho na busca de imagens que contasse um pouco da história de um local que servisse de metáfora para o amor e a paixão. Soth escolheu as cataratas de Niagara.

Porquê Niagara? Niagara é uma enorme maravilha natural cheia de força e beleza. As pessoas que visitam as cataratas ficam desiludidas por não conseguirem interiorizar e lidar com aquele poder imenso e intenso. E o amor é também assim: uma força desmedida cuja compreensão leva na maioria das vezes a acções falhadas e incompreendidas.

visitem também o seu weblog: http://www.alecsoth.com/blog/

Words are very unnecessary II

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© 2006, nelson d’aires
(clique nas fotografias para ver com mais resolução)

(work in progress)


 

Há já muito tempo que ando “obcecado” com o amor. Dentro de mim existe um amor. Amor esse que para não morrer supostamente deve ser transmitido a outra pessoa (ou pessoas). Amor este que aprisionado dizem morrer. Eu não quero que este amor morra.

Ultimamente o que me faz sair de casa é o amor que existe nos amigos cá terra. É para mim um enorme conforto poder fotografar amigos que amam intensamente outros amigos. Amam de forma tão intensa que acontece muitas vezes um quase esgotamento, mas que sobrevivem. Espero que todos estes meus amigos continuem a amar, com estas ou com outras pessoas. Caso contrário serão cada vez menos os motivos para eu sair de casa.

 

Words are very unnecessary

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© junho de 2006, nelson d’aires

(clique nas fotografias para ver com mais resolução)

(work in progress)

de regresso a casa

bebemos um oceano. matamos todos os peixes grandes que nos podiam engolir
Bebemos um oceano. Matamos todos os peixes grandes que nos podiam engolir.
jovem casal recém casado - Aveiro
© junho de 2006, nelson d’aires

(clique na fotografia para ver com mais resolução)

Foram 5 e não 4 dias de formação no workshop de fotografia em Aveiro com o Cris Steel-Perkins. Cheguei a casa ontem à noite, muito cansado. Hoje acordei com uma dor no pescoço bastante incómoda - fruto de 4 dias a caminhar pelas ruas de Aveiro com o equipamento às costas. Hoje acordei cedo. O meu quarto sofreu uma intervenção, está totalmente reordenado. Só o meu computador e mais umas quantas memórias permanecem no mesmo sítio, pois tudo o resto mudou de lugar. Há dias assim.

Não vou falar agora do workshop, estou ainda cansado e também ainda a fazer balanços. Depois de ver o quarto com nova configuração comecei a trabalhar de imediato num tema para fazer duas fotos para uma exposição colectiva a inaugurar no início de julho na estação de metro da Trindade, Porto. Comecei também a escrever um artigo sobre cultura física. Agora fiz um pequeno intervalo no artigo para inserir aqui esta pequena entrada. Quando clicar no "save" desta entrada irei então a um ginásio para fazer duas ou três perguntas para à noite ou amanhã de manhã continuar com a cultura física.


p.s. Os trabalhos dos cinco premiados do Festimage já estão no site. clique aqui.

Workshop com Chris Steele-Perkins da Magnum

Ontem recebi um email com o assunto: “AAD - Workshop Chris Steele-Perkins  -  Candidatura Aceite”.

Deixem-me recuar um pouco na história. No início do mês de Junho recebi um email a informar-me da existência de candidaturas para um workshop de quatro dias (15 a 18 de Junho, 8 horas por dia) a decorrer em Aveiro no Teatro Aveirense com o fotógrafo e Ex-presidente da Magnum Photos. O workshop é de custo zero e as candidaturas selecionadas pelo Chris Steele-Perkins. Quando acabei de ler a primeira vez o referido email, não pensei em candidatar-me. Apesar do custo zero do workshop haviam as despesas mínimas de deslocação, alimentação e dormida. Despesas essas que me impossibilitavam a vontade da candidatura.

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email Festimage | a votação do júri

Senhor José Nelson da Silva Aires


Está de parabéns!

O Júri do Festimage classificou o seu trabalho “E tudo o fogo queimou” em 5º lugar, prémio a que correspondem 500,00 euros.

Mais tarde voltaremos a contactá-lo para tratarmos da transferência daquela importância para uma conta bancária de que seja titular.

Com os melhores cumprimentos.

J. B. César
info@festimage.org
www.festimage.org

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Agora posso trocar os pneus da frente do meu carro por uns menos usados e visitar então, um ano depois, o casal Antunes para lhes oferecer umas galinhas, coelhos, umas cerejeiras e quem sabe algo mais.

p.s. a todos vocês que votaram na minha fotografia (na 1ª fase), o meu muito muito obrigado.

Festimage | a votação do público

Casalantunes
Casal Antunes com dificuldades em olhar de frente a perda do trabalho de uma vida. Vale Grande, Pampilhosa da Serra.   

© Agosto de 2005, nelson d’aires
(clique na fotografia para ver com maior resolução)

Venho aqui anunciar com alegria que a vossa votação (1.ª fase do concurso decidida pelo público) fez com que a minha fotografia passasse à 2.ª e última fase. Agora resta-me esperar que o júri se reuna para o resultado final. O meu muito obrigado a todos vocês que acreditam na minha fotografia.

Clique aqui para ver a galeria com as 50 imagens finais a concurso.

Clique aqui para saber um pouco mais sobre o festimage e as participações que estiveram a concurso

Clique aqui para ver neste weblog a primeira entrada sobre o Festimage.

Eles ainda existem e subsistem, e eu acredito

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© 2006, nelson d’aires
(clique na fotografia para ver com mais resolução)

 

Eram dez e meia da manhã quando o telefone cá de casa toca – Encontrei a sua mochila perdida no passeio de uma rua aqui no Porto. É sua. Está tudo bem com você? O que lhe aconteceu para você ter-se esquecido de uma mochila cheia de equipamento fotográfico? Eu ainda fiquei no passeio à espera que alguém aparece para reclamar a perda. Pensei que lhe tivesse acontecido alguma coisa de mal. Ninguém se esquece de uma mochila destas num passeio de uma rua do Porto sem uma razão. Peço desculpa por ter remexido todas as suas coisas, mas foi necessário para encontrar algo que identificasse o dono, valeu-lhe a carteira. Desculpe por não a ter entregue à polícia, fiquei preocupado e por isso levei-a para casa para depois entregar-lhe pessoalmente. Daqui por duas horas então no piolho. Aponte o meu número de telemóvel. Até já.

Duas horas depois no piolho – Muito mas muito obrigado por me teres salvo a “vida”. Agora, para além deste copo de cerveja não te posso recompensar com mais. Pega o meu número de telefone e o meu site. Lá tens a minha morada e lá perceberás também a importância quase vital desta minha mochila. Qualquer coisa que precises no futuro não hesites, contacta-me. Dentro em breve também quero-te recompensar “devidamente”, vou gravar o teu número no meu telemóvel. 

E foi assim que o Nelson, estudante de engenharia mecânica no ISEP entrou para sempre na minha vida. Sim, chama-se Nelson e encontrou a mochila do nelson, uma feliz coincidência. Estava ele e os amigos nas imediações do piolho quando deu-lhe uma enorme vontade de ir buscar uma bola de futebol ao carro, foi aí que com um amigo encontrou a minha mochila. Ele ainda esperou no passeio durante algum tempo à espera que alguém aparecesse. Enquanto isso teve que dissuadir a gula de alguns amigos que estavam com ele. Teve a certeza de que tinha de me entregar a mochila depois de ter encontrado nela uns convites (ver aqui e aqui)do Espaço T para a exposição colectiva Escolher um Sentido. O Nelson conhece e admira o Espaço T e disse aos amigos que eu deveria ser um gajo porreiro e por isso deveria recuperar a mochila. É claro que a bondade e cidadania é toda do Nelson. O Espaço T foi apenas um pretexto para se justificar perante os amigos. Eu não levo a mal os amigos. Tinham todos bebido uns copos e a uma mochila como a minha é uma tentação para qualquer jovem mortal. Não sei também se ele viu umas fotografias (10x15cm) a preto e branco que cheiram a cerejas e que andam sempre comigo na mochila. Talvez ele tenha visto essas fotografias e percebido o amor. Talvez. O Nelson não conhecia o meu site. Não foi o apelo desesperado que o fez entregar a mochila. Ele devolveu-ma pessoalmente porque achou que é assim que deve ser.

Nelson, o meu muito obrigado. Não esquecerei. 
 

Agradeço também aqui a todos os amigos e visitantes deste site que me escreveram apoio e ajuda caso eu a solicitasse. Muito obrigado, também não vos esquecerei.

Agora vou trabalhar porque já chega de drama. Tenho que sair deste fio e isso só se faz com trabalho próprio.

p.s. Sim, eu sempre soube que a sorte ao longo da minha vida tem-me abençoado. eu não me esqueço de agradecer.