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começou quando uma nuvem se atirou do céu
e fez da queda a sua morte como revolução
nos dias que se seguiram
o nível das águas do mar subiu
os rios engordaram
e as barragens explodiram
a terra diminuía todos os dias
até que pela sua disputa
a guerra global começou
em poucos dias os mortos eram tantos
que foi possível pressentir
a salvação deste planeta
© nelson d’aires
(clique na imagem para ver a fotografia com maior resolução)
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a "imagem" das palavras é muito negra, mas a ideia da nuvem-que-se-atirou-do-céu é brilhante! o suicídio de uma nuvem... a fotografia, como sempre, é brutal!
Posted by: maf* | 01/18/2007 at 11:11
"No rio a tua imagem parece menos tua:
A memória é uma líquida mensagem de aloendros
e o teu opaco ardor apenas o resultado disso:
Um coração já pasmado de algum travo
mordendo uma outra água com vértices ao fundo.
Não te iludas. O que tu vês és mesmo tu:
Restos de um homem às portas de outro homem
e o futuro de olhos baixos, o mar a ver."
(Rui Costa, "A Nuvem Prateada das Pessoas Graves", p. 18)
Posted by: Francisco Saraiva Fino | 01/18/2007 at 14:23
a morfologia ímpar da rocha quase Gaudi no topo
viaja-nos para outros planetas que desafiam as leis mais básicas da física
Continuas a espantar-nos o olhar.
Posted by: t | 01/18/2007 at 17:55
Da fotografia, já falaram; assino por baixo. De resto, gostei de te ler hoje, no "Público".
Posted by: paulo fogg | 01/18/2007 at 19:37
5*
Posted by: jpcoutinho | 01/18/2007 at 21:06