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amo-te caxinas

Amotecaxinas

© 2008 nelson d’aires - 7 de Janeiro, Caxinas, Vila do Conde (work in progress sobre as Caxinas. clicar na imagem para a ampliar)

a sete de janeiro de 2008 ouvi nas notícias que dois pescadores portugueses estavam desaparecidos no mar devido ao naufrágio de uma embarcação francesa que pescava nas águas junto à costa de Finisterra. um dos pescadores é natural das Caxinas, Vila do Conde e continua desaparecido que é o mesmo que dizer morto sem um corpo para enterrar.

depois de ouvir as notícias, peguei na minha câmara fotográfica e num rolo a preto e branco e fui ao final da tarde para as Caxinas fotografar o final da tarde daquele dia trágico cujos Caxineiros infelizmente tão bem conhecem.

quando lá cheguei não procurei os corpos dos familiares nem nenhum outro corpo. coloquei os pés na areia da praia e fiz algumas fotografias ao céu sobre o mar cujas nuvens faziam uma cruz de um branco luminoso sobre as outras nuvens de um mau tempo. depois virei-me para terra e fotografo o muro da praia.
podem ser muitos os sinais que nos levam a fotografar algo que não está directamente relacionado com o motivo em que se está a trabalhar e a imagem do muro é uma dessas fotografias. quando vi as incrições "amo-te (...)", misturei a realidade com ficção e vi  naquelas mensagens de amor a possibilidade de pertencerem aos pescadores que vão para o mar trabalhar e que no ritual da partida deixam em terra para as suas mulheres as palavras para um regresso ou para uma despedida desconhecida... sendo que a única certeza é o momento de escrever naquele o muro o desejo de uma vida.

nesta fotografia, para finalizar, pensei, aquele que regressou foi quem escreveu uma segunda vez: "Amo-te Nessa".

“Photography takes an instant out of time, altering life by holding it still.”

Nelsondairesparis03

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© 2008 nelson d’aires - Paris, França (fotos acima da série "todos os dias são um fogo posto")

“Photography takes an instant out of time, altering life by holding it still.”

Dorothea Lange

4960

4960

4960, curta metragem de Wing Yee Yu 


 

moi, la vie, la mort

Yoko

Yoko, do livro "voyage sentimental" de Nobuyoshi Araki

Préface à
VOYAGE SENTIMENTAL

"(...)Ce 'Voyage sentimental' est un symbol de mon amour, le dessein d'un photographe.(...) - Nobuyoshi Araki"

a fotografia acima é uma das minhas preferidas de Araki, para mim, condensa a vida e a morte num amor que o levou a fotografar o céu e só o céu nos meses seguintes ao falecimento de yoko sua mulher.

com a mudança para o meu novo "atelier" o único livro que de momento me acompanha é uma edição francesa editada pela Phaidon que reúne uma boa parte da sua obra e que conta com textos de Araki. o livro chama-se "Moi, la Vie, la Mort" e conta com 719 páginas. foi-me oferecido de coração no meu aniversário e eu aconselho que façam buscas no google ou em qualquer biblioteca ou livraria porque eu aqui nada mais vou dizer para assim incentivar a vossa busca para o que vale a pena de ser encontrado e depois manter.

8.º Vídeo Run Restart - 16.º Curtas Vila do Conde

Emnomedopai

"em nome do pai", curta metragem de nelson d'aires, Paulo Pinto e Alexandre Sá. Primeiro lugar na 8.ª Edição do Vídeo Run Restart - 16.º Curtas Vila do Conde, Festival Internacional de Cinema.

a convite do amigo Paulo Pinto decidi aprender o mundo do vídeo por apenas 48 horas na 8.ª edição do Vídeo Run Restart - iniciativa da organização da Restart - Escola de Criatividade e Novas Tecnologia em parceria com o Festival de Curtas Vila do Conde e com o apoio do Instituto Politécnico do Porto.

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ATTITUDE

Narevistaattitudejulho2008a

Narevistaattitudejulho2008b

nelson d'aires, “artista com ATTITUDE” convidado do número 22 (Julho/Agosto) da revista ATTITUDE.

há uns meses atrás a Alexandra Novo (editora chefe da ATTITUDE) escreveu-me um email com um simpático convite para eu participar com um dos meus trabalho num dos números anteriores da revista (talvez o 20 ou 19). por alguma falta de tempo aliada a muita distracção de cabeça acabei por não cumprir o pedido da Alexandra. quem me conhece sabe o quanto sou perito sou em deixar escapar oportunidades  de  divulgação do meu trabalho, pois estou sempre a pensar no que vou fazer e não no que já fiz.
passados uns meses, a Alexandra, de forma inteligente, não se armadilhou de levar a peito a minha falha no convite anterior e "insistiu" com nova proposta. foi por pouco que não houve novo desencontro, pois numa fase em que pouco quero falar do meu trabalho, eu demorei e demorei a entregar um pequeno portefólio com algumas fotografias que estão a ser pensadas para uma exposição a acontecer lá mais para a frente no tempo. a Alexandra enquanto recebia as minhas respostas às suas perguntas, pensou que eu estava a armar-me em artista, pois eu fui do mais evasivo possível. não fosse a Alexandra a fazer o trabalho dela bem feito e as respostas não teriam sido dadas uma segunda vez menos evasivas. Ela tem razão, a revista destina-se a um público interessado e alargado a todo o mundo (com distribuição em 26 países) e ninguém me conhece pelo que é necessário repetir-me para me dar a conhecer aos seus leitores.

Alexandra, o meu obrigado por me teres feito repetir. o burro fui eu por ainda assim ter-me mantido evasivo no final.