do ruído até à música

19 de fevereiro de 2006, peregrinos de Fátima
© 2006, direitos reservados ao autor nelson d'aires
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Paulo Nozolino não possuí o direito exclusivo da escuridão (nem ele o quer, certamente), antes dele houveram outros e depois dele haverão outros ainda. ainda eu não conhecia o trabalho de Nozolino e nem dos outros anteriores quando já reconhecia no meu trabalho pessoal o lado negro dos homens, sendo certo que esta representação não passe exclusivamente pelo uso de uma escala de cinzas carregados até esta ficar negra. não. para além da luz e da sua ausência há o essencial que é o motivo para identificar as pequenas coisas que a luz tal como a conhecemos sem artifícios ocupa e muitas vezes deturpa a discussão e o foco. acima de tudo concordo que tudo isto é teoria a mais, por isso, ao analisar as provas de contacto dos meus fotogramas de trabalho pessoal, procuro sempre a depuração do excesso de ruído até que no fim a música seja simples e profunda que nos faça chorar, tal como a de Beethoven.