Fin
© 2008 nelson d’aires - Paris, França (da série pessoal e de uma vida inteira "todos os dias são um fogo posto")
© 2008 nelson d’aires - Paris, França (da série pessoal e de uma vida inteira "todos os dias são um fogo posto")
"Não vemos as coisas como elas são, mas como nós somos".
Anäis Nin

© 2007 nelson d’aires
© nelson d’aires (auto-retrato, 2004, feito com webcam de 10 euros)
(clique na imagem para ver a fotografia com maior resolução)
«por vezes a tua cara torna-se nítida e insuportável. Outras vezes, esbate-se e com o esbatimento vem-me a resignação de te ter perdido. As vezes, esqueço-te. Ou ficas escondido numa casa, num quadro, numa árvore, de onde ressurgirás. Um dia olharei o quadro, a casa, a árvore, e lembrar-me-ei de ti. Mas cada vez haverá menos sítios onde te esconderes.
a tua face vem e atira-me sempre para o mesmo tempo, é uma face que o ódio esquece, anterior à deserção, a face de quem encontrou a primeira palavra, é essa que me olha nos sítios mais vulgares. Não te procuro : de repente, estás ali.
Como uma arma.
O límpido assassino.»
Rui Nunes in “Ouve-se sempre a distância numa voz”
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© Ana Pereira (2006)
atenção: a leitura deste post não acrescenta nada ao mundo. obrigado.
já são muitos os dias parados deste meu weblog. à parte da minha vida pessoal não tenho tido muito para expor nesta página. a gripe que me está pegada há duas semanas também não tem ajudado. como estive “fechado” em casa a tentar a cura, dediquei deixar-me criar um trabalho pessoal, arquivar e catalogar fotografias de rolos que vou revelando, enviar fotos para o visão/bes e acima de tudo, ouvir muita muita muita música. sem querer parecer muito obsessivo, houve uma música que tocou em modo repeat durante uns dois/três dias seguidos e inteirinhos. não, é claro que não digo qual é.

© João Carvalho Pina / Kameraphoto
hoje, sorri por se ter dado mais um passo pelo direito da voz das mulheres ficar livre dos juízos dos outros. não há mulher e homem que mereçam pagar a falha de quem não consegue lidar consigo mesmo numa situação igual. por isso somos todos iguais na diferença. continuamos todos a querer rumar para uma sociedade melhor e mais justa.
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© nelson d’aires - auto-retrato
este é o meu corpo. um pedaço breve de tempo. uma carcaça que recolhe e transporta dentro de si os lugares da gestação da nossa morte. assim como os ossos cada fotografia é uma prova do desaparecer e o desaparecimento é a certeza de que se existe. no verso de cada acto sumido fica a memória e por vezes a dor sob a forma de um vinco, o cunho de que se está vivo.

© nelson d’aires
a medida do meu tempo são as pessoas que entram na minha vida e também as que me deixam. com isto, não vivo em anos mas sim em vidas.(...)
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tomas as minhas asas e aprende a nadar
© nelson d’aires
"nesta vida temos de fazer, não aquilo que queremos, mas aquilo que temos de fazer"
Paulo Nozolino in Visão nº 710
sim.